“Es, pues, de saber, que este sobredicho hidalgo, los ratos que estaba ocioso... se daba a ler...; y llegó a tanto su curiosidad y desatino en esto, que vendió muchas hanegas de tierra... para comprar libros... y así llevó a su casa cuantos pudo haver dellos. (...) En resolución, él se enfrascó tanto en su lectura, que se le pasaban las noches leyendo de claro en claro, y los dias de turbio en turbio; y así, del poco dormir y del mucho leer se le secó el celebro, de manera que vino a perder el juicio”
Miguel de Cervantes Saavedra
Don Quijote
Tenho vivido com livros, pelos livros e para os livros uma boa parte de minha vida, provavelmente quatro quintos de uma existência passada na atenta fixação do papel impresso (agora em meio digital também). Sou movido por um gosto especial da palavra escrita, que corresponde, confesso, a um incontrolável, constante e não tão condenável vício da leitura. Não pretendo me justificar sobre esse pouco secreto vício de minha existência, de resto transparente, um "pecado original" de uma vida toda ela orientada para uma acumulação muito pouco primitiva de leituras contínuas e de resenhas descontínuas mas regulares. Ainda tenho muitos livros aguardando leitura, talvez o equivalente a mais 150 anos de dedicação à palavra impressa (o que eu precisarei resolver de alguma forma para abreviar o tempo disponível). Esperando chegar esse tempo, decidi selecionar, à intenção dos amigos e curiosos, algumas de minhas leituras anotadas, isto é, aquelas que resultaram em resenhas formais e que, como tal, podem ser objeto de publicação ou simples divulgação.
Algumas resenhas de livros: