A QUINTA ONDA DE BOATOS VEM AÍ: PREPAREM-SE

Nota PRA:

Recebi de um interlocutor, Gevilacio A. C. de Moura, em 1 de junho de 2003, a mensagem abaixo, que reproduz mais um desses alertas gerais à cidadania preocupada com a ameaça de internacionalização da Amazônia. Desta vez, deve ser intepretado algo como: "nao é que os americanos vêm aí, eles JÁ ESTÃO LÁ".

Reparem apenas na senhora humilde que vende sucos (trecho reproduzido abaixo), como ela está muito bem informada sobre as divisões entre curdos e iraquianos (sic) no Iraque... Ela certamente deve seguir a CNN todos os dias...

Trecho do alerta:

"Reproduzo a resposta de uma senhora simples que vendia suco e água na rodovia próximo de Mucajaí: "irão não meu filho, tu não sabe mas tudo aqui já é deles! Eles comandam tudo! Você não entra em lugar nenhum porque eles não deixam! Quando acabar essa guerra aí eles virão pra cá, e vão fazer o que fizeram no Iraque, quando determinaram uma faixa para os curdos onde iraquiano não entra! Aqui vai ser a mesma coisa." A dona é bem informada não? "

 

No mais, como disse meu interlocutor, os autores sao dois ilustres desconhecidos. Se pretendem demonstrar credibilidade, deveriam pelo menos apresentar qualificacoes profissionais, endereço, ou seja, o mínimo de informação sobre quem são e os motivos exatos das "denúncias" (que obviamente não são sustentadas em quaisquer provas concretas).

O Gevalicio mantem um site nao Internet (http://www.quatrocantos.com/), que se dedica a essas lendas da Internet. Ele indica, por exemplo, como identificar um pulha. Vejam no link abaixo:

http://www.quatrocantos.com%00/lendas/identifica_pulhas.htm

Em todo caso, apertem os cintos, pois a Internet vai viver dias agitados com mais este besteirol amazonico. Isto pode ser o início de uma quinta onda de boatos sobre essa fábula que não morre.

Paulo R. de Almeida, 1 de Junho de 2003

 

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From: G. Moura [gacmoura@br.inter.net]
Sent: Sun 01-Jun-03 16:20
To: Paulo Roberto de Almeida
Subject: O NORTE DO BRASIL ESTÁ SERIAMENTE AMEAÇADO!
Prezado Paulo Almeida:
Depois do Finraf, agora é a vez de Roraima: "tá tudo dominado" :))
O Silvio Malta Rangel Drummond e o Maryseu Bahia são dois ilustres desconhecidos.
[]'s
Gevilacio A. C. de Moura

http://www.quatrocantos.com/

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O NORTE DO BRASIL ESTÁ SERIAMENTE AMEAÇADO!
UM RELATO DE Silvio Malta Rangel Drummond.
"Oi pessoal.
As duas semanas em Manaus foram interessantes para conhecer um Brasil um pouco diferente mas, chegando em Boa Vista (RR), não pude resistir a fazer um relato das coisas que tenho visto e escutado por aqui.
Conversei com algumas pessoas nesses três dias, desde engenheiros até pessoas com um mínimo de instrução.
Prá começar o mais difícil de se encontrar por aqui é roraimense! Para falar a verdade, acho que a proporção de um roraimense para cada 10 pessoas é bem razoável: tem gaúcho, carioca, cearense, amazonense, piauiense, maranhense e por aí vai. Portanto falta uma identidade com a terra.
Aqui não existem muitos meios de sobrevivência: ou a pessoa é funcionária pública, e aqui quase todo mundo o é, pois em Boa Vista se concentram todos os órgãos federais e estaduais de Roraima, além da prefeitura é claro.
Se não for funcionário público a pessoa trabalha no comércio local ou recebe ajuda de programas do governo.
Não existe indústria de qualquer tipo.
Pouco mais de 70% do território roraimense é demarcado como reserva indígena, portanto restam apenas 30%, descontando-se os rios e as terras improdutivas (que são muitas!), para se cultivar a terra ou para a localização das próprias cidades.
Na única rodovia que existe em direção ao Brasil (liga Boa Vista a Manaus, cerca de 800km) existe um trecho de aproximadamente 200km ( reserva indígena Waimiri Atroari) por onde você só passa entre 6:00 da manhã e 6:00 da tarde!
Nas outras 12 horas a rodovia é fechada pelos índios (com autorização da FUNAI "e dos americanos") para que os mesmos não sejam incomodados!
Detalhe: você não passa se for brasileiro, mas o acesso é livre aos americanos, europeus e japoneses!
Desses 70% de território indígena, diria que em 90% dele ninguém entra sem uma grande burocracia e autorização da FUNAI!
Detalhe: americanos entram na hora que quiserem!
Outro detalhe: se você não tem uma autorização da FUNAI, mas tem a dos americanos, então você pode entrar!
A maioria dos índios fala a língua nativa além do inglês ou francês, mas a maioria não sabe falar português.
Dizem que é comum, na entrada de algumas reservas, encontrarem-se hasteadas bandeiras americanas ou inglesas!
É comum se encontrar por aqui americanos tipo "nerds" com cara de quem não quer nada, que "vieram caçar borboleta e joaninha e catalogá-las" mas, no final das contas, pasmem, se você quiser montar um empresa para exportar plantas e frutas típicas como cupuaçu, açaí camu-camu etc, medicinais, ou componentes naturais para fabricação de remédios, pode se preparar para pagar royalts para empresas japonesas e americanas que já patentearam a maioria dos produtos típicos da amazônia !
Por três vezes repeti a seguinte frase após ouvir tais relatos: "é os americanos irão acabar tomando a amazônia" e em todas elas ouvi a mesma resposta em palavras diferentes.
Reproduzo a resposta de uma senhora simples que vendia suco e água na rodovia próximo de Mucajaí: "irão não meu filho, tu não sabe mas tudo aqui já é deles! Eles comandam tudo! Você não entra em lugar nenhum porque eles não deixam! Quando acabar essa guerra aí eles virão pra cá, e vão fazer o que fizeram no Iraque, quando determinaram uma faixa para os curdos onde iraquiano não entra! Aqui vai ser a mesma coisa." A dona é bem informada não?
O pior é que segundo a ONU o conceito de nação é um conceito de soberania e as áreas demarcadas têm o nome de nação indígena ....... O que pode levar os americanos a alegarem que estarão libertando os povos indígenas.
Fiquei sabendo que os americanos já estão construindo uma grande base militar na Colômbia, bem próximo da fronteira com o Brasil numa parceria com o governo colombiano com o pseudo objetivo de combater o narcotráfico.
Por falar em narcotráfico, aqui é rota de distribuição pois essa "mãe" chamada Brasil mantem suas fronteiras abertas e aqui tem estrada para as Guianas e Venezuela.
Nenhuma bagagem de estrangeiro é fiscalizada , principalmente de for americano , europeu ou japonês, "isso pode causar um incidente diplomático"!
Dizem que tem muito colombiano traficante virando venezuelano, pois na Venezuela é muito fácil comprar a cidadania venezuelana por cerca de 200 dólares.
Pergunto inocentemente às pessoas; porque os americanos querem tanto proteger os índios e a resposta é absolutamente a mesma:
"porque as terras indígenas além das riquezas animais e vegetais, da abundância de água, são extremamente ricas em ouro (encontram-se pepitas que chegam a ser pesadas em quilos), diamante, outras pedras preciosas, minério e, nas reservas norte de Roraima e Amazonas, ricas em PETRÓLEO".
Parece que as pessoas contam essas coisas como que num grito de socorro a alguém que é do sul, como se eu pudesse dizer isso ao presidente ou a alguma autoridade do sul que vá fazer alguma coisa.
Saio daqui com a quase certeza de que, em breve, o Brasil irá diminuir de tamanho.
Acorda Brasil. Um grande abraço a todos,
Silvio Malta Rangel Drummond. "


Comentário:
É de se lamentar que tal fato somente agora está preocupando parte da sociedade brasileira.
Na verdade há muitos anos as Forças Armadas já haviam detetado este problema e levado ao conhecimento dos escalões superiores desta República.
Os governos da Revolução tentaram neutralizar esta ação devastadora da nossa Amazônia.
Exemplos como a Transamazônica. a Perimetral Norte, a Belém-Brasília, a Cuiabá-Santarem, a criação das agrovilas, etc, foram projetos com o objetivo de fixar o homem à terra, vivificar as fronteiras e desenvolver aquela região.
Não foram, como muitos diziam, mania de megalomania dos militares.
Ao contrário, foram visões estratégicas de grande profundidade que muitos não conseguiram e ainda não conseguem alcançar.
O Patriotismo Nacional não pode ficar a mercê de quem tem olhos mas não têm a competência e a capacidade para enxergar os perigos que nos rondam.
É preciso urgentemente recuperarmos as medidas patrióticas do passado, esquecendo as vinditas e, juntos, trabalharmos para a segurança e a defesa do nosso querido Brasil.
Maryseu Bahia