Editores: Alcides
Caldas, José Luis Rodríguez,
Yara F. Vieira, M.
Carmen Villarino
Atas
do Simpósio "Brasil 500 anos depois"
Universidade de Santiago de Compostela
(A Coruña: Imprenta
da Deputación Provincial da Coruña, 2002; ISBN: 84-95950-67-7).
Paulo Roberto de Almeida:
“Relações
Internacionais e política externa do Brasil: uma perspectiva
histórica”
(pp. 255-269)
Publicadas as actas do encontro ‘’Brasil: 500 anos depois’’
celebrado na Universidade de Santiago de Compostela
Data: Domingo, 23 Novembro 2003 (2:00)
Tema: Publicações
Incluem 32 trabalhos, entre eles “Globalizaçom e subdesenvolvimento”,
de Lôpez-Suevos; e “Para umha Galiza plena na lusofonia”,
de José Luís Rodríguez
PGL.- A Deputaçom da Corunha editou as Atas Simposio “Brasil:
500 Anos Depois”, celebrado em Novembro de 2000 em Compostela,
sob organizaçom da Cátedra UNESCO de Cultura Luso-Brasileira.
O volume, de 440 páginas, tem como editores os professores Alcides
S. Caldas, da Faculdade de Geografia e História; e Yara F. Vieira,
José Luís Rodríguez e Carmen Villarino, da de Filologia,
e os três membros dos conselhos Científico e de Redacçom
da revista Agália.
[+...]
A publicaçom inclui 32 contributos, todos eles de enorme interesse,
sobre questons como “Tom Jobim”, “O carnaval baiano
como interorganização e metáfora cultural”,
“Educação escolar indígena: história
e reflexões”, “Desenho societal dos Sem Terra no
Brasil 500 Anos Depois”, “Panorámica sobre a situação
da mulher no Brasil dos anos 90-tendências”, “Vozes
da sociedade civil: movimento homossexual no Brasil”, “Contemporâneo
de quê? Tendências da poesia brasileira”, “Entre
braços e pernas: prostitutas estrangeiras na literatura brasileira
do século XX”, “O Brasil e a Constituição
de 1988: A Luta por uma nova sociedade”, “Projetos e partidos
no Brasil, hoje”, “Sociedade, Estado e direito: caminada
brasileira rumo ao século XXI”, “A fé na fronteira:
Movimentos religiosos no Brasil de hoje”, “O cinema brasileiro”,
“Por que o Besteirol”, “Brasil: políticas públicas
no setor social”, “Relações internacionais
e política externa no Brasil: uma perspectiva histórica”,
“As raízes do Brasil. Desta vossa ilha de Vera Cruz...
é já outro Portugal!” ou “Meio ambiente, participação
e qualidade de vida”, por citar alguns.
Entre os relatores som maioría os docentes de universidades brasileiras,
mas também havia cargos políticos, diplomatas e representantes
da vida socioeconómica. Há trabalhos publicados de Francisco
de Oliveira, Inaicyra Falcão dos Santos, Lorenza Mammi, Tânia
Fischer, Edenice Santana, Erilza Galvão dos Santos, Antônio
Thomaz Jr., Mary Garcia Castro, Luiz Mott, Iumma Maria Simon, Vilma
Arêas, Samuel León, Berta Waldman, Carlos Roberto Jamil
Cury, Dalmo de Abreu Dallari (dous contributos), Ivan Valente, Renato
Janine Ribeiro, Marta de Azevedo Irving, Marcos Sorrentino, Jeferson
Bacelar, Ana Maria de Azevedo, Paulo Roberto de Almeida, Fernando Pedrão,
Rogério Jesus Pedro, Jorge José Pereira Solla, Reginaldo
Souza Santos, Maria Aparecido Ribeiro, Melanie Dimantas e Carlos Rodrigues
Brandão.
Trabalhos galegos e sobre a Galiza
José Luís Rodríguez, Professor Catedrático
da Faculdade de Filologia da Universidade de Santiago, apresenta o trabalho
“Para umha Galiza plena na lusofonia”, nas páginas
291-303. O seu contributo conclui que “Razons, pois, de coerência
interna, de auto-afirmaçom, de adequada caracterizaçom,
de utilitarismo até no mundo global em que já estamos,
favorecem umha aproximaçom cada vez maior do padrom da Galiza
aos modelos do resto da nossa área lingüística, da
nossa (real) comunidade lingüística. Em todo caso, a Galiza
nom tem nada a perder com isso, mas pode ganhar em todos os planos,
para começar o futuro da sua língua. Um futuro para o
galego que nom está ainda garantido. Futuro que é responsabilidade
dos galegos, mas que, estou certo, nom é, nom deve ser, indiferente
para todos quantos cantamos, ou simplesmente, nos comunicamos nas diversas
formas actuais da LÍNGUA DOS TROVADORES, autêntico ADN
do nosso ser lingüístico”.
Ramom Lôpez-Suevos, Professor Catedrático da Faculdade
de Ciências Económicas de Santiago, no contributo “Globalizaçom
e subdesenvolvimento”, que figura nas páginas 283-289,
conclui salientando que “a reconstruçom da ordem económica
internacional num sentido mais igualitário passa por fortalecer
as relaçons Sul-Sul e, para alcançar esse objectivo, o
caminho que levar a América Latina pode ser decisivo, o que,
por ser turno, remete em grande medida ao papel que desempenhar o Brasil
em todo o processo”.
Jeferson Bacelar, Professor da Universidade Federal da Bahia, no trabalho
“Relações internacionais e política externa
do Brasil: uma perspectiva histórica. Galegos, estrangeiros”,
nas páginas 231-237, lembra as vicissitudes dos galegos na Bahia
e relata campanhas e perseguições por questons políticas
como pano de fundo.
Som apenas três exemplos de interesse de um magnífico volume
que ajuda a conhecer melhor, com perspectiva de investigadores de destaque,
a história e a realidade brasileira por parte dos participantes
num acontecimento que foi talvez o principal contributo na Galiza à
comemoraçom dos 500 anos do chamado “descobrimento”
do Brasil. Na apresentaçom do volume, a comissom organizadora
asinala que “Os laços especialmente fortes da Galiza com
o Brasil, graças não só à língua
e aos aspectos culturais que compartilham, à presença
de um contingente de imigrantes galegos que deixou a sua marca na população
e na cultura de algumas regiões brasileiras, como também
aos atuais intercambios econômicos e culturais, justificavam que
se realizasse na Galiza um esforço conjunto de instituições
galegas e portuguesas para, aproveitando uma efeméride sem dúvida
significativa, trazer à luz e debater as modalidades históricas
e contemporáneas de contactos prenhes de conseqüências
para todos os povos envolvidos”.
O PORTAL GALEGO DA LíNGUA sauda tam feliz iniciativa, que oxalá
nom fique num acontecimento isolado, mas num início de novas
formas de colaboraçom da Galiza com o Brasil e os restantes países
que compartilham a língua comum.
Artigo de Portal Galego da Língua
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