O Zen do Vocacional
Uma mensagem poética de Cláudia Alencar (em 25 de setembro de 2004):
Devo minha (condição de) poeta, (de) atriz e (de) pintora ao Vocacional.
A maioria dos nossos pais não poderiam dar aulas particulares
de nada - nem de
inglês. Meus pais eram intelectuais, outros eram mais ricos e outros
pais de classe baixa. A democracia econômica era a base e a gente
surfava. Todos os pais tiveram coragem de agarrar essa oportunidade!
Eles eram ousados e fortes. Aqui vai um obrigada a todos eles. Obrigada!
E só mais uma coisinha: não sou Florbela Espanca, não sou
Isadora
Duncan, não sou Cacilda Becker, não sou Fridha Kalo, mas a arte
é minha
maneira de não enlouquecer na vida.
Estamos fazendo jus ao nosso aprendizado. Está uma beleza ver
a alegria
e a dedicação de todos. Eu também vou escrever sobre minhas
impressões.
Adoro formigas, desde pequena e tenho um delicado poema que se chama
MESTRE ZEN
Gosto dessa fileira de formigas
Que vai
vai todos os dias
parar no buraquinho das suas vidas
É nessa regularidade que a consciência é parida
Aquela lá, com sua folhona, não desiste
cai sem um ai
se apruma e vai
toda magricela.
È nessa aprumada que aprendo com ela.
Claudia
(25 de setembro de 2004)